quarta-feira, 10 de junho de 2009

O que eu faço da minha vida?

Não é de hoje que eu passo 24 horas por dia pensando no que vou fazer na minha querida e adorada vida, e é isso que passa pela cabeça de muitos jovens como eu (com cérebro, claro!), minha prima é uma: vira e meche está falando sobre suas escolhas tanto na profissional quanto a amorosa, o que é ótimo pelo o que sei hoje em dia tudo está valendo em qualquer situação...



Eu tenho apenas 17 anos de idade e já estou enlouquecendo, exatamente. Geralmente dizem "ei querida, vc é muito nova ainda pra pensar nessas coisas!", engraçado porque se eu não começar a pensar já desde cedo sobre o que quero pra minha vida vou fazer quando? quando estiver velha? Nem pensar, prefiro ficar martelando na minha cabeça o que é melhor e o que eu realmente gosto afinal se vou fazer isso pela minha vida toda tenho que fazer isso com prazer, certo? se não além de uma péssima profissional ainda vou ser uma estressada (como se já não fosse).



Minha primeira decisão foi aos 12 anos quando me imaginei fazendo uma cesta e a galera indo ao delírio, mais foi abafada quando meu professor me chamou de totó (o que não foi muito simpático), mais ele é um bosta mesmo, eu poderia ser hoje a primeira jogadora de basquete com 1.65, poderia jogar na NBA, comprar uma mansão de luxo pra minha mãe e ainda por cima melhorar meu inglês que é uma merd*... Mais a vida não é feita de rosas e la vai eu em busca de outro sonho que também seria absurdo e sem avanços, eu com apenas 14 anos decidi que iria ser uma estrela do rock (AUHAUHAUHUAH) , o que é mais conhecida como roqueira fracassada....Tanto faz, como sempre fui atrás dele, meu irmão mais velho resolveu vender sua primeira guitarra (seria isso um sinal?), como era pobre e falida resolvi ir atrás da única pessoa que poderia me ajudar financeiramente: meu vizinho. Sim ele my hero, Vanderlei apesar de não ter longos cabelos tinha muita sabedoria e resolveu me emprestar.

O que foi uma perda de tempo já que 5 meses após meu fracasso o vendi sem lucro algum (quando eu digo sem lucro, é trocar uma guitarra de 600 reais por um discman).
Bom pelo menos não virei uma drogada, o que é bem gay.

Agora estou focada no que me dá prazer, ou seja, coisas que me trazem vontade e entusiasmo. O único problema é que gosto de tantas coisas que fica até impossível considerar alguma, tenho bastante aptidão para história, adoro mesmo. Mais o que eu queria mesmo é fazer cinema, realmente isso me dá tesão, não pelos artista de meia idade cheio de plásticas, mais pelos roteiros é realmente fascinante. Mais como todo pobre que se preze, não tenho dinheiro para cursar então o que me resta é continuar a escrever meus roteiros e torcer para que algum maluco reconheça meu talento ou apenas de risada comigo, mais nem a pau eu vou dar dinheiro para um reitor viadinho pra me dizer o que tem de errado no meu texto ou que tenho cabeça fora da realidade.

Então o recado é esse: dane-se o dinheiro, dane-se o que seus pais querem que vc siga, faça o que te der mais vontade, o que te traga prazer e que faça de vc um ótimo profissional mesma que sua vocação seja pintar quadros com o nariz. Mais faça com paixão.


beijonabunda.